Os três primeiros parecem óbvios demais para ocupar tempo de aula, então ninguém desenha eles. Quem já tinha os três acompanha e acha a matéria puxada. Quem não tinha passa o semestre inteiro se equilibrando no ar, achando que o problema é a própria cabeça. Aqui os degraus são desenhados um por um, na ordem, em oito noites ao vivo, do prato de um paciente de verdade até a última reação lá dentro da mitocôndria. Você percorre o mapa inteiro antes de ver onde ele quebra.
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8 encontros ao vivo · 15 de setembro a 8 de outubro de 2026
A cena é sempre parecida. O slide traz uma via com dez setas e oito nomes de enzima. O professor percorre a via de cima para baixo em quatro minutos, porque ainda tem catorze slides depois daquele. Você copia tudo. Você entende cada palavra separadamente e não entende a frase.
Em casa, você abre o caderno e tenta refazer a via de memória. Sai a primeira seta. Sai a segunda. Na terceira some. Você volta ao slide, olha, fecha, tenta outra vez. Some de novo. Na quarta tentativa você para de tentar entender e começa a decorar, porque decorar pelo menos dá alguma sensação de progresso.
Talvez você já tenha vivido isso mais de uma vez. Talvez esteja abrindo hoje o mesmo slide que abriu no ano passado, sabendo de antemão o ponto exato onde vai travar, e a única coisa nova seja o cansaço.
Vale entender por que isso acontece, porque a explicação não tem nada a ver com a sua cabeça.
Uma via metabólica é uma resposta. A glicólise responde a uma pergunta que ninguém te fez antes de te mostrar a resposta. O ensino entrega a via na terceira aula e o paciente na décima quarta, quando entrega. Seu cérebro passa dez aulas guardando a resposta de uma pergunta que ele ainda não ouviu, e ele é muito ruim nisso, de propósito.
Tem uma segunda razão, mais silenciosa, e ela é a que quase ninguém admite. Quem ensina metabolismo sabe metabolismo há vinte anos. Depois de vinte anos, uma pessoa deixa de enxergar que o começo precisa ser dito. Que o arroz do prato chega ao sangue como glicose parece óbvio demais para ocupar tempo de aula. Então a aula começa no quarto degrau. Quem já tinha os três primeiros acompanha e acha a matéria puxada. Quem não tinha passa o semestre inteiro se equilibrando no ar, e chama isso de burrice.
Sua dificuldade tem endereço. Ela mora num degrau específico, e tudo que vem depois dele parece impossível porque, para você, de fato é.
E aqui está a parte que ninguém te contou, que é também a parte bonita. A via metabólica se comporta exatamente como você. Ela também trava num ponto só. Falta uma enzima, falta um transportador que leve a glicose para dentro da célula, e a via inteira para, e tudo que vem depois desanda. A intolerância à lactose é isso, e é uma enzima só. O diabetes tipo 2 é isso, num ponto um pouco mais adiante: a insulina está lá, o transportador está lá, e mesmo assim a glicose não entra.
img/02-mapa-integro-lesionado.png
Quando alguém desenha a via inteira na sua frente e depois mostra onde ela quebra, duas coisas acontecem ao mesmo tempo. A doença passa a fazer sentido, porque você viu o lugar do defeito. E o seu próprio travamento sai do terreno da vergonha e vira um ponto no mapa, que dá para apontar com o dedo.
O que faltou nunca foi você sentar para estudar. Faltou alguém desenhar o degrau que ninguém desenha, e depois mostrar onde a via quebra.
Antes de você ler, uma coisa que quase nenhuma página de curso diz. Nenhuma dessas pessoas fez o curso que está aqui, porque ele ainda não aconteceu. São alunos das minhas turmas de medicina entre 2017 e 2024, e de aulas particulares depois disso. O que eles descrevem é o jeito que eu ensino, que é o que você vai encontrar nas oito noites. Todos autorizaram por escrito o uso do nome e do que disseram, e nenhuma frase foi reescrita.
Alex Gabriel Tenório Gonçalves, 6º período. Estava no começo do curso, vendo metabolismo pela primeira vez, quando foi meu aluno.
"O começo da matéria pra aprender sobre tudo isso pareceu um pouco aterrorizante, principalmente pra mim, mas com o passar das aulas as coisas foram ficando mais fáceis e fazendo sentido pouco a pouco."
Alex Gabriel Tenório Gonçalves · 6º período
Heloísa. Chegou até mim carregando várias pendências, metabolismo entre elas, e precisava resolver todas para seguir para o pré-internato. Foram quatro noites de aula particular em agosto de 2024.
"Era muito frustrante. Eu prestava atenção na aula, tentava estudar, mas não dava certo. Parecia que eu tava decorando um monte de vias sem sentido, nada fazia nexo. E eu ficava muito triste, era uma sensação de incapacidade."
"Você não só me ensinou as vias metabólicas, você me ensinou a raciocinar."
Heloísa · aulas particulares, agosto de 2024
Tarek Nasser Yusuf, 8º período. Veio de um colégio fraco, travou em metabolismo e acabou tendo que refazer a disciplina. Fizemos quatro aulas particulares no fim de 2024. Ele encarou a prova logo em seguida e não passou.
"Quando eu fiz a prova logo em seguida depois das aulas eu acabei tirando seis, eu nem cheguei a passar. Mas aí quando eu tive uma nova oportunidade de realizar essa prova, eu só refiz as questões, então só de eu refazer as questões eu já consegui tirar 8, 8,5."
Tarek Nasser Yusuf · 8º período
Um estava começando a matéria, os outros dois já tinham batido de frente com ela. Nenhum dos três é uma previsão do que vai acontecer com você, porque isso depende de você, do seu tempo e da sua prova. O que eles têm em comum é o lugar onde travaram.
Se você reconheceu o lugar onde trava, a parte mais difícil já passou. Quem sabe onde travou tem endereço para voltar. O que falta é ver o mapa.
Quero ver a turma e as datasO que você leu até aqui tem nome. Chama-se PAC, Casos Clínicos em Metabolismo. PAC é a sigla de Protocolo André Cunha, e é o jeito de ensinar que eu passei sete anos lapidando dentro de uma sala de medicina de verdade, com turma de verdade e prova na semana seguinte.
Toda noite tem três movimentos, sempre na mesma ordem: provoca, ensina, resolve.
A noite abre com uma pessoa. No primeiro encontro é o Seu Piteco, 81 anos, diabético hoje. O encontro começa vinte e um anos atrás, quando ele tinha 60, ainda não era diabético, e o exame dele estava exatamente na porta. A médica mandou reduzir carboidrato. Ele entendeu doce, cortou o doce, e obedeceu à risca. Seis meses depois o exame não tinha melhorado nada. Antes de eu falar em via metabólica, você já está olhando a foto do prato que ele comia todo dia e procurando o açúcar que ninguém viu ali.
Figuras-base/Pratão do Seu Piteco, 60 anos.pngimg/05-prato-piteco.jpg
Aí o mapa aparece na tela. Ele já está pronto, e ele demorou. Um mapa desses leva horas para ficar em pé, porque cada traço e cada cor foram escolhidos para carregar informação. A paleta é enxuta de propósito, feita das cores que se comportam bem projetadas, e ela é usada com significado, não como enfeite.
Eu apareço na mesma imagem que o mapa, de frente para você, apontando para o pedaço exato que estou explicando. O mapa não fica atrás de mim numa tela distante, ele está na imagem comigo. E eu conduzo você por ele: este pedaço aqui, agora este, agora por que este liga naquele. De vez em quando eu escrevo por cima, na hora, para marcar uma coisa que a turma pediu.
E o mesmo mapa está aberto na sua tela, dentro do formulário daquele encontro. É ali que param as perguntas: seis, oito perguntas curtas, todas respondíveis olhando para o mapa que está na sua frente. Você responde ao vivo, comigo do outro lado. Uma puxa a outra, e a sequência é construída para que oito respostas em cinco minutos deixem oito peças no lugar, não porque você decorou, mas porque cada uma se apoia na anterior, que está desenhada na sua frente.
Estudio/Lightboard fígado.png (ou célula beta / adipócito)img/05-lightboard.jpg
Com o mapa inteiro percorrido e acordado entre nós, entra o segundo mapa: o mesmo, quebrado. Marcado no ponto exato onde a via trava naquele paciente. E a doença aparece sozinha na sua frente: o que acumula antes do bloqueio, o que falta depois dele, o que o exame de sangue mostra por causa disso, e o que a pessoa sente. Você não recebe o diabetes explicado. Você vê o diabetes acontecer num mapa que você acabou de percorrer inteiro.
Estudio/Projeção do forms.pngimg/05-forms-projetado.jpgAgora, por que isso funciona, já que você provavelmente já tentou de tudo.
Uma lesão só é legível se o íntegro estiver desenhado antes. Se a sua linha de base for uma intuição vaga sobre o que acontece com a comida, ouvir que "falta insulina" não produz nada em você, porque não existe via desenhada para quebrar. É por isso que o método gasta tempo com o começo enquanto todo mundo pula o começo. O óbvio desenhado é o material em que toda lesão posterior vai ser cortada, e sem ele o resto vira decoreba com aparência de aula.
Cada pergunta da noite carrega um bloco de conhecimento e uma decisão só. Sozinha, é quase boba. A dificuldade não mora dentro da pergunta, mora no encadeamento delas: a resposta 3 se apoia na 2, a 5 se apoia na 4, e quando você chega na oitava está raciocinando sobre um paciente com uma cadeia de causas inteira montada, sem ter decorado uma linha. A ideia é que você entre pelo degrau que consegue subir, e que vinte minutos depois esteja três andares acima sem ter sentido a subida.
Uma aula gravada não sabe onde você travou. Ela segue igual para todo mundo, e quando você para de entender, ela continua sem você. Nestas oito noites, quando você erra uma questão do formulário ou escreve no chat que perdeu o fio, eu volto ao ponto do mapa onde aquilo se decide e explico de novo, ali, na hora, para você e para os outros que travaram no mesmo lugar e não tiveram coragem de escrever. Isso é o que dezesseis horas ao vivo compram, e é a única coisa que eu não conseguiria entregar em vídeo.
Dois alunos descreveram assim:
"Você conseguiu pegar um assunto extremamente micro, cheio de detalhes, e trazer de um jeito em que a gente enxergasse a engrenagem funcionando. Isso destravou completamente as minhas maiores dificuldades, porque antes, pra mim, era uma decoreba sem fim. E uma decoreba sem encaixe."
Victor Teixeira Costacurta · 8º período
"Passei a entender os mecanismos e a enxergar o metabolismo como um raciocínio integrado, conseguindo fazer conexões entre as vias metabólicas, os exames laboratoriais e o quadro clínico do paciente. Ao invés de decorar e logo esquecer, eu consigo lembrar das aulas."
Larissa Brunner Corrêa · 8º período
São oito noites assim, uma encaixando na outra, do prato do Seu Piteco até a última reação que sobra na mitocôndria.
O que eu peço de você é uma coisa só: aparecer nas oito noites com o formulário aberto. O resto do trabalho é meu.
O PAC, Casos Clínicos em Metabolismo, Turma Piloto, é o Módulo 1 do curso, dado ao vivo. São 8 encontros de 2 horas, terças e quintas, das 19h às 21h, de 15 de setembro a 8 de outubro de 2026. Dezesseis horas comigo conduzindo você pelos mapas, no lightboard, sempre a partir de um paciente com nome e história.
Todo encontro tem a mesma anatomia. Um paciente abre a noite com um problema concreto. Uma sequência de perguntas conduz o seu raciocínio, uma puxando a próxima, e o mapa daquele tema entra na tela e nós percorremos ele juntos, pedaço por pedaço, com as perguntas parando em cada trecho. No fim, o mapa e os formulários daquela noite são seus.
| Data | Encontro |
|---|---|
| ter 15/09 | 1. Onde está o açúcar no pratoO que um diabético come todo dia, e por que cortar o doce não bastou |
| qui 17/09 | 2. Quem desmonta o alimentoEnzimas, borda em escova, e por que metade do mundo não digere leite |
| ter 22/09 | 3. Os porteiros da glicosePor que o cérebro nunca passa fome de glicose, e o músculo, no diabetes, passa |
| qui 24/09 | 4. Ele produz insulina. Por que não funciona?Da célula beta ao GLUT-4, e o que trava no diabetes tipo 2 |
| ter 29/09 | 5. Glicólise: onde a queima começaDez passos até o piruvato, o lactato que sobra sem oxigênio, e a anemia hemolítica causada pela falta de uma única enzima |
| qui 01/10 | 6. Os outros açúcares: frutose e galactosePor que um recém-nascido pode não tolerar o leite, e um lactente pode não tolerar a fruta |
| ter 06/10 | 7. A entrada na mitocôndriaPiruvato, acetil-CoA, ciclo de Krebs, e a encefalopatia de Wernicke por falta de tiamina |
| qui 08/10 | 8. A fábrica de energia: onde o ATP é produzidoCadeia respiratória, o cianeto que mata em minutos, o emagrecedor que desacopla, e o lactato que denuncia a sepse |
Os quatro primeiros encontros acompanham o Seu Piteco, um paciente de 81 anos com diabetes tipo 2, do prato que ele come até o transportador que não sobe para a membrana. Do quinto em diante, cada noite tem o seu próprio paciente: a criança que não tolera a fruta, o alcoólatra com a memória se apagando, o séptico cujo lactato denuncia o que está acontecendo lá dentro.
Câmera aberta, pergunta no meio da aula, resposta na hora. Quem responde é o professor.
Seu acesso vale por seis anos, contados do último encontro, ou seja, até 8 de outubro de 2032. Escolhi esse prazo porque é a duração de um curso de medicina: o material acompanha você da segunda série até a formatura, sem mensalidade voltando e sem precisar renovar nada.
Desenhado à mão por mim, um por um, antes do encontro, com uma paleta enxuta em que a cor carrega informação em vez de enfeitar. Você recebe todos em arquivo.
A sequência de perguntas que faz você montar a via sozinho, uma decisão de cada vez, com feedback escrito em cada alternativa, na certa e na errada. Você entende na hora por que a resposta que marcou estava certa, e por que aquela outra, que você quase marcou, estava errada. Os formulários deste módulo foram escritos do zero para estes oito encontros, com o caso clínico correndo por dentro das perguntas, cada uma apoiada na anterior.
Se e quando o curso completo for lançado, tudo que você pagou aqui é abatido do preço dele, sem prazo para usar o crédito. Se ele não for lançado, você fica com estas oito noites, que é o que você está comprando.
Tudo fica organizado numa turma fechada no Google Classroom. Assim que a compra é confirmada, você recebe as instruções para entrar, e é lá que ficam o link de cada encontro, a gravação, o mapa e o formulário daquela noite, na ordem.
Este módulo vai do prato ao ATP. Carboidrato dentro do alimento, digestão e absorção, os transportadores que colocam a glicose para dentro da célula, a insulina e o que trava nela no diabetes tipo 2, a glicólise até o piruvato, a frutose e a galactose, a entrada na mitocôndria, o ciclo de Krebs e a cadeia respiratória. É a espinha do metabolismo energético, na ordem em que o corpo trabalha de verdade.
Agora o que fica de fora, e eu prefiro que você leia antes de pagar. Lipídios e beta-oxidação, corpos cetônicos, metabolismo de proteínas e ciclo da ureia, glicogênio, gliconeogênese e via das pentoses não entram nestas oito noites. Esses temas fazem parte do curso completo, se e quando ele for lançado, e o valor que você pagar aqui é abatido integralmente do preço dele.
Se você está prestes a fazer uma prova que cobra a disciplina inteira, vale parar dois minutos agora e abrir a ementa dela. Estas oito noites cobrem uma parte do que cai, não toda. A parte que elas cobrem é a base sobre a qual o resto se apoia, e é onde quase todo mundo trava primeiro: sem entender o que a glicose faz depois que entra na célula, beta-oxidação e cetogênese continuam sendo lista de enzima para decorar. Mas eu não vou te dizer que oito noites resolvem um semestre. Quem te promete isso está vendendo, não ensinando.
Você já viu a conta. Guia de revisão pré-prova, simulado comentado, cronograma de estudos, cada um com um preço colado do lado, somando até o total da página bater em dois mil reais para depois ser oferecido por quatrocentos e noventa e sete. Eu poderia gerar os três esta semana.
Não vou fazer isso. Tudo que uma página promete, ela deve, e eu prefiro dever quatro coisas que já existem a sete que eu ainda teria que inventar às pressas enquanto preparo os encontros. As oito noites, as gravações, os mapas e os formulários são o produto inteiro. O tempo que sobrar do meu lado vai para deixar cada encontro melhor, não para produzir brinde.
à vista · ou 12x de R$ 51,40 no cartão
Total a prazo: R$ 616,80. O parcelamento tem juros da plataforma de pagamento: 3,49% ao mês, 50,92% ao ano.
São 16 horas ao vivo, mais as gravações, mais os mapas, mais os formulários. À vista, dá R$ 31 por hora de aula. Parcelado em 12x, R$ 38,55.
Você já viu página de curso somar bônus até chegar em dois mil reais para depois oferecer por quatrocentos. Aqui não tem isso. Não existe preço riscado, porque eu nunca cobrei outro. Existem três comparações, e todas você consegue conferir sozinho.
Procure quanto custa uma hora de aula particular de bioquímica na sua cidade, com alguém que domine metabolismo. Pegue o valor mais barato que você encontrar e multiplique por dezesseis. É a conta mais fácil desta página, e é a única em que eu não preciso te dar número nenhum: você chega nele sozinho, e sem mapa, sem formulários e sem gravação para rever depois.
Vou ser honesto com você sobre as grandes plataformas de medicina. Elas são feitas para o seu curso, algumas são boas, e não vou fingir o contrário. O problema delas é outro.
Elas cobrem a faculdade inteira, do primeiro período à prova de residência, em catálogo gravado. É um formato que serve bem para amplitude e para revisão. Não é o formato de alguém ler o seu nome no chat e voltar ao mapa porque foi você que travou naquele ponto, naquela noite.
Tem também a diferença de modelo. Assinatura é mensalidade que se renova enquanto o plano estiver ativo. Aqui você paga uma vez, por oito noites sobre uma coisa só, ao vivo, com o professor lendo o seu nome no chat e voltando ao mapa para responder na hora.
Procure quanto custa cursar uma disciplina em dependência. Some o semestre que sai do lugar. Essa conta é a única que importa, e ela já está correndo, só ainda não foi cobrada.
As matrículas abrem em 31 de agosto e fecham em 14 de setembro, véspera do primeiro encontro. Depois disso não entra mais ninguém, por um motivo simples: os oito encontros são encadeados, e o Encontro 3 não faz sentido para quem não viu o 1.
A turma tem 30 vagas. O limite é operacional, não é gatilho de página. É aula ao vivo com interação, e eu leio o chat e volto ao mapa para responder. Acima de 30 pessoas isso deixa de funcionar, e aí o que você comprou não é mais o que eu vendi.
Vale repetir o que está lá em cima: nenhuma dessas pessoas fez o curso desta página, porque ele ainda não aconteceu. São alunos das minhas turmas de medicina, falando do jeito que eu ensino. Nada do que elas contam é previsão do que vai acontecer com você.
O teste difícil de um curso não é o aluno gostar na semana da aula. É ele ainda usar aquilo quando ninguém está olhando, muito tempo depois.
Rafaela Reis, 8º período. Minha aluna na T9, hoje no ciclo clínico.
"Antes das suas aulas, metabolismo pra mim era quase que vago. Eu conseguia decorar muita coisa, mas esquecia muito rápido, porque eu não conseguia entender de fato como que os processos se conectavam. Depois das suas aulas isso mudou completamente, porque o senhor usava os mapas e organizava o raciocínio de forma que deixava tudo muito lógico. Eu deixei de decorar e passei a compreender."
Rafaela Reis · 8º período
Dois anos depois, sem consultar nada, ela remontou sozinha a cadeia que liga excesso de carboidrato à esteatose hepática, e depois a cascata inteira da cetoacidose, para me mostrar que ainda estava lá.
"Quando eu estudei esteatose hepática eu sabia que não era simplesmente uma gordura que se acumula no fígado por conta de uma resistência à insulina. Eu sabia que tinha uma lógica por trás disso. (...) Passou a não ser só uma memorização de informações, mas sim o entendimento genuíno, porque eu tive uma fundamentação muito boa nas suas aulas."
Rafaela Reis · dois anos depois das aulas
Mateus, T9. Ficou de dependência em bioquímica e eliminou a pendência estudando sozinho, meses depois de eu já ter saído da faculdade. O que ele conta é a experiência dele com o material, e não uma promessa do que vai acontecer com você: aprovação depende do seu estudo, da sua prova e da sua instituição, e este curso não garante nenhuma.
"Eu tinha salvo muita coisa no meu drive da sua parte, que eu entendia mais. Os desenhos era muito didático, e isso fez acelerar meu processo para aprender tudo novamente para a prova. Os forms também eu ainda tinha no Classroom, usei muito para revisar antes da prova, foi uma mão na roda."
Mateus · T9
Heitor Luiz Bensi, 6º período. Entrou mais tarde no curso, pelo FIES, e perdeu boa parte do começo.
"O fato de ter o mapa mental ou algo do tipo que me clareasse, que através de setas fizesse algum sentido, fazia com que eu guardasse melhor e que as coisas se conectassem, a ponto de eu até fazer esse mapa, pra juntar todas as ideias e não transformar cada coisa em sua caixinha: a glicólise sendo uma coisa, a gliconeogênese sendo outra. Mas por fim entender que todas elas estão conectadas e que uma depende da outra."
Heitor Luiz Bensi · 6º período
Viviane Amaral. Foi da turma especial de dependência do meu último semestre, um grupo de dez alunos retidos e desmotivados. Era a mais questionadora de todos.
"O que foi muito marcante foi a oxidação de ácidos graxos. Eu não conseguia entender como ocorria toda ali a parte da oxidação. As suas explicações, e as anotações que eu consegui fazer com o seu raciocínio clínico, foi o que me ajudou a interpretar, a entender e realmente chegar ali na parte aonde eu pudesse entender as questões."
Viviane Amaral · turma de dependência, 2024
Depoimentos/Heitor mapa Metabolismo.pdfimg/10-mapa-heitor.jpg
Depoimentos/Viviane notas mapa oxidação AG.jpegimg/10-mapa-viviane.jpg
Repare no tema que ela cita. Oxidação de ácidos graxos não está nestas oito noites, e eu deixei o depoimento dela aqui de propósito. O que ela descreve não é o assunto da aula, é o que acontece com a folha quando o raciocínio começa a ser construído em cima de um mapa em vez de copiado de um slide.
Você escreve no chat onde perdeu o fio, e eu volto ao ponto do mapa onde aquilo se decide e explico de novo, na hora. Trinta pessoas é o limite exato que torna isso possível. Acima disso, o chat vira uma parede de texto e a promessa deixa de ser cumprível.
Nas perguntas do forms, cada alternativa, a certa e as erradas, têm feedback escrito por mim. Quando você responde e envia o formulário, já recebe a explicação do porquê ali mesmo, sem precisar esperar ninguém.
Toda noite começa com as dúvidas que ficaram da anterior e com os erros mais frequentes do formulário. Se muita gente errou o mesmo ponto, o problema é meu e eu desenho de novo.
Não tem plantão vinte e quatro horas, não tem monitor respondendo no meu lugar e não tem promessa de resposta em prazo determinado fora do horário dos encontros. Entre 15 de setembro e 8 de outubro eu estou produzindo dois encontros por semana, e uma promessa de suporte ilimitado é exatamente o tipo de coisa que eu não conseguiria cumprir em outubro.
A maior parte dos cursos pede que você aposte antes de ver. Aqui a ordem é outra.
O primeiro encontro é em 15 de setembro, das 19h às 21h. Você vê o paciente entrar, o mapa aparecer, as perguntas rodarem, e o mapa quebrar no fim. Se depois disso você achar que aquilo não é o que você esperava, você me escreve e eu devolvo integralmente tudo que você pagou. Sem pergunta, sem formulário de cancelamento e sem precisar justificar.
O prazo é de 48 horas, contadas do fim do encontro ou da publicação da gravação dele, o que acontecer por último. Você não precisa ter estado ao vivo para usar esta garantia: assistir à gravação basta.
Isso vale além do direito de arrependimento de sete dias que a lei já te dá em qualquer compra pela internet. É uma garantia a mais, não no lugar dele.
O risco de tentar termina no dia 15. O outro risco, o de chegar na sua próxima prova exatamente como você está hoje, esse continua de pé.
Meu nome é André Cunha. Sou farmacêutico formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora, mestre em Ciências Farmacêuticas pela mesma universidade e doutor em Bioquímica e Biologia Molecular pela Escola Paulista de Medicina – UNIFESP. Entre 2017 e 2024 dei aula de bioquímica para estudantes de medicina na Grande São Paulo, em dez turmas e para mais de 1.500 alunos, e nesse período fui chefe da disciplina e trabalhei junto ao núcleo pedagógico da faculdade.
Nada disso me ensinou a ensinar.
Quando eu cheguei na sala de aula, depois de anos de bancada e laboratório, eu falava com aluno de primeiro período no idioma do doutorado. Achava que estava sendo rigoroso. Estava sendo inútil. E, como quase todo professor iniciante, eu concluí que o problema eram eles.
Foi então que veio a conversa depois da primeira prova, e a frase da aluna. Doeu naquele dia e é a melhor coisa que já me disseram na carreira, porque me obrigou a encarar uma coisa simples: saber o conteúdo e saber ensinar o conteúdo são duas competências diferentes, e eu tinha uma só.
Aí eu refiz tudo, e levei sete anos nisso. Cortei o excesso. Trouxe o paciente para dentro de cada via em vez de deixar ele para a última aula do semestre. Comecei a desenhar meus próprios mapas à mão, um por um, porque nenhum livro desenha o degrau que falta. E passei a montar sequências de perguntas que fazem o aluno raciocinar durante a aula, e não depois dela, quando já é tarde e ele está sozinho em casa às onze da noite.
O que esse trabalho produziu não está num diploma. Está no que os alunos fizeram com ele depois.
Quando comecei a preparar este curso, procurei alguns deles para perguntar o que de fato tinha funcionado. Nove responderam e autorizaram o uso do nome. E quatro, sem que eu pedisse, tinham construído alguma coisa por cima do meu material e guardado.
O Heitor desenhou um mapa inteiro, sozinho, para juntar as vias que a faculdade tinha ensinado separadas. A Viviane cobriu um mapa meu com a letra dela em cinco cores, durante a aula. A Rafaela escreveu parágrafos inteiros em cima dos meus esquemas. E o Alex ainda tem, hoje, as anotações que fez nos slides das minhas aulas em 2024. Ninguém guarda por dois anos material que não usou.
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Em julho de 2024 eu saí da faculdade e me mudei para o interior. Passei os dois anos seguintes montando o sistema que me permite dar essas aulas ao vivo com a mesma qualidade que elas tinham na sala, com o mapa e eu dentro da mesma imagem.
E tem um detalhe que você vai notar já no primeiro encontro. O Seu Piteco, o paciente que abre o curso, o diabético de 81 anos cujo prato você vai analisar linha por linha, é o meu pai. Eu cresci em Prados, no interior de Minas, filho dele e da Dona Francisca, que era professora de matemática. O método que eu construí para tirar peso das costas de estudante começa com as duas pessoas que me ensinaram, muito antes de qualquer faculdade, o que é ensinar com cuidado.
Acontece, e está previsto. Toda noite é gravada e vai para o ar em até 48 horas, junto com o mapa e o formulário daquele encontro. Você assiste no seu horário, responde o formulário depois, e leva a dúvida que sobrou para o encontro seguinte, que abre com as perguntas que ficaram no ar. Perder uma das oito noites não te tira do trilho. Perder seis te tira, e aí você não comprou um curso ao vivo, comprou uma pasta.
Aqui eu prefiro te dar a resposta chata. Boa parte do que você paga está em estar ao vivo: com o formulário aberto na tela, respondendo enquanto eu conduzo o mapa, e podendo escrever no chat exatamente onde perdeu o fio. Se ainda assim você quiser entrar pela gravação, ela fica disponível pelos seis anos de acesso, até 8 de outubro de 2032, com o mapa e o formulário de cada noite, e dá para aproveitar muito bem desse jeito. Só quero que você compre sabendo o que está deixando na mesa.
Sobre equipamento: computador ou tablet funcionam melhor que celular, porque você vai querer o mapa numa janela e as perguntas na outra.
Essa é a objeção mais legítima da lista, e é uma das razões de a primeira turma ser ao vivo. Curso gravado não espera por você. Ele fica exatamente onde está, e a pilha de coisa não assistida cresce sem cobrar nada. Uma turma ao vivo tem data, hora e alguém do outro lado. Terça, sete da noite, eu estou lá e a sua ausência aparece. São quatro semanas, oito noites, e termina em 8 de outubro com você tendo assistido, ou com você sabendo exatamente por que não assistiu.
Eles falharam pelo mesmo motivo, e não foi falta de empenho seu. Todos entregam a via isolada e pedem que você guarde. O que muda aqui é a ordem: a pergunta nasce de um paciente antes de a via aparecer, o mapa é percorrido inteiro antes de ser quebrado, e as perguntas vêm em cima do mapa que está na sua frente, uma apoiada na anterior. Você está mudando o mecanismo, não a embalagem.
Pesa, e dá para dividir em 12 vezes de R$ 51,40 no cartão, com juros da plataforma, o que dá R$ 616,80 no total a prazo. A parcela fica na mesma faixa de uma única hora de aula particular de bioquímica, e aqui ela compra dezesseis horas ao vivo, mais os mapas, mais os formulários, mais as gravações. Pago uma vez só, sem mensalidade se renovando no mês seguinte.
São quatro horas por semana, durante quatro semanas, nas noites de terça e quinta. É menos tempo do que você já gasta relendo a mesma via pela quinta vez porque ela não fixa. Esse retrabalho não aparece na sua agenda, mas é o que mais consome as suas horas. A ideia aqui é você entender uma vez e parar de refazer.
É a frase que eu mais ouvi em sete anos de sala de aula, e quase nunca ela era verdade. Você entrou em medicina, então capacidade de estudar coisa difícil você já provou que tem, num vestibular que reprovou muita gente inteligente. O que trava é a ordem em que a matéria chega até você. Eu não vou te prometer aprovação, porque isso depende do seu tempo, da sua prova e de coisas que não estão nas minhas mãos. O que eu posso te dizer é que a angústia de querer entender já é sinal de uma cabeça boa mal servida pelo método.
Pode, e você é bem-vindo. A bioquímica do metabolismo é a mesma para todo mundo, e enfermagem, farmácia, nutrição, odontologia, fisioterapia e biomedicina têm muito a ganhar com estes oito encontros. Sendo transparente sobre o que você vai encontrar: cada noite foi construída pela lente da medicina, com paciente, exame e conduta médica no centro, e é por essa lente que o conteúdo vai chegar até você.
Estas oito noites vão do prato de um paciente até a última reação dentro da mitocôndria: carboidrato no alimento, digestão, os transportadores da glicose, a insulina, a glicólise, frutose e galactose, o ciclo de Krebs e a cadeia respiratória. Lipídios, proteínas, glicogênio, gliconeogênese e via das pentoses ficam de fora e entram no curso completo. Está escrito assim mais acima, e está repetido aqui de propósito, para você decidir com a informação inteira na mão.
à vista · ou 12x de R$ 51,40 no cartão
Total a prazo: R$ 616,80. O parcelamento tem juros da plataforma de pagamento: 3,49% ao mês, 50,92% ao ano.
Pago uma vez. Sem mensalidade se renovando no mês seguinte.
Você decide depois do dia 15. Assiste ao primeiro encontro inteiro, ao vivo ou pela gravação, e se dentro de 48 horas achar que não é o que esperava, escreve e eu devolvo integralmente tudo que você pagou, sem pergunta e sem formulário.
As matrículas ficam abertas de 31 de agosto a 14 de setembro, véspera do primeiro encontro. Depois que a turma começa não entra mais ninguém, porque os oito encontros são encadeados: o terceiro não faz sentido para quem não viu o primeiro.
São 30 vagas. É o limite em que eu ainda consigo ler o chat e voltar ao mapa para responder você pelo nome. Acima disso, o que você comprou deixa de ser o que eu vendi.
A sua próxima prova de metabolismo vai chegar de qualquer jeito, com você pronto ou não. Estas quatro semanas existem para uma coisa só: desenhar a via inteira na sua frente, e depois mostrar onde ela quebra.
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